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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

O desapego


Parece que os anos 2000 virou a geração do desapego, onde as pessoas não gostam uma das outras e a maioria delas são orgulhosas, uma geração que se você demonstra o que sente você é trouxa. No meu caso, se essa geração for exatamente isso, acho que serei trouxa a vida inteira. Se eu gosto de você, você vai saber antes de qualquer outra pessoa.
Eu fico na dúvida se não sabem lidar com isso ou e se mistura o não saber lidar com a incapacidade de conversarem sobre o que sentem. Acredito que é sempre um risco, mas ao mesmo tempo, ninguém quer arriscar nada. Porem, a insegurança não é opcional
Eu sinto como se devessem se entregar na mesma proporção que a outra, mas, digo e vou repetir sempre: o amor não é uma troca. Nada e nenhum sentimento deve ser pedido ao outro, é aí que tudo fica mais intenso, ao meu ver, é quando as pessoas se arriscam, mas existe o medo de demonstrar o que sentem, medo de sofrer, medo de não suprir as expectativas do outro (mesmo eu achando que ninguém deve criar expectativas em ninguém), eu entendo que é difícil retribuir uma entrega sincera, mas não é uma troca. Sendo assim, parece que vão embora antes de tentar e vão embora com motivos desconexos, desconexos porque não são reais. Por isso eu digo que essa geração é a geração do desapego, do medo de gostar de alguém, de amar, se entregar e ser feliz ao lado de outra pessoa, não digo isso no sentido de que você tem que ter alguém pra ser feliz, eu sou sólingular, eu sei ser feliz sozinha. Mas não tenho como negar que sinto que o que tem faltado nas pessoas é a coragem, coragem de ser quem você realmente é e querer proteger uma outra pessoa, sendo que você quer se auto proteger.
Isso é algo que deve se aprender sozinho, eu poderia escrever um livro e tentar explicar de diversas formas, você só irá entender e aceitar se estiver disposto a viver de uma outra forma, e não, não é de um dia para o outro, pelo menos comigo não foi.

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