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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

doismiledezoito vai ser o ano

Quando doismiledezessete se iniciou, eu pensei: esse ano vai ser o meu ano! Em março eu vou embora e vou viver uma vida nova, uma loucura, uma nova cultura, um novo idioma, uma coisa nova. Todos os anos eu penso que será um ótimo ano, sempre procuro pensar isso para que esse otimismo venha comigo para que eu consiga seguir até dezembro e desejar que o próximo ano, seja O ano.
Eu não fui embora como eu havia planejado (bem errado), mas ganhei uma bolsa numa faculdade publica, conheci pessoas que mudaram a minha vida, perdi pessoas que foram importantes para o meu crescimento, perdi amores, chorei, sorri, peguei uma DP, fiz dívidas e paguei (com um certo sufoco, consegui), dormi sozinha quando queria estar com alguém, dormi com alguém quando quis estar sozinha, chorei no travesseiro até pegar no sono, chorei no chuveiro, chorei para os meus amigos, bebi e liguei pra algum ex, dei risada, dei gargalhadas, viajei, trabalhei, consegui colocar em prática aquilo que eu mais amo fazer, e, além de tudo isso, eu fui feliz! Não fiz mal a ninguém, fui sincera comigo e com os meus sentimentos, fui sincera com todas as pessoas que chegaram perto de mim, aguentei firme nas horas em que pensei que eu não conseguiria e estou aqui.
Sinto muita falta de quando eu conseguia expressar a maioria das minhas emoções com as minhas palavras, mesmo que ninguém lesse, eu passei o ano inteiro tentando escrever sem conseguir, mas hoje estou aqui, torcendo para que o próximo ano eu consiga fazer o que eu fui travada nesse ano que se encerra.
Aprendi a lidar com as minhas energias, com o universo, sinto que amadureci uns três anos, pouco, mas sinto que sou uma pessoa diferente, mais centrada e (con)centrada, digo que com tudo o que passei, eu sou feliz!
Hoje eu tenho novos planos, um plano a longo prazo que vai ser realizado em dois anos, eu não me importo de esperar, eu não me importo de realizá-lo com três décadas da minha vida, eu sinto que será bom, eu quero que seja e, mais uma vez, eu sou otimista para que eu consiga chegar até lá.
Que doismiledezoito me surpreenda, que te surpreenda e que seja realmente melhor que doismiledezessete.
Assim seja, assim será!

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

O desapego


Parece que os anos 2000 virou a geração do desapego, onde as pessoas não gostam uma das outras e a maioria delas são orgulhosas, uma geração que se você demonstra o que sente você é trouxa. No meu caso, se essa geração for exatamente isso, acho que serei trouxa a vida inteira. Se eu gosto de você, você vai saber antes de qualquer outra pessoa.
Eu fico na dúvida se não sabem lidar com isso ou e se mistura o não saber lidar com a incapacidade de conversarem sobre o que sentem. Acredito que é sempre um risco, mas ao mesmo tempo, ninguém quer arriscar nada. Porem, a insegurança não é opcional
Eu sinto como se devessem se entregar na mesma proporção que a outra, mas, digo e vou repetir sempre: o amor não é uma troca. Nada e nenhum sentimento deve ser pedido ao outro, é aí que tudo fica mais intenso, ao meu ver, é quando as pessoas se arriscam, mas existe o medo de demonstrar o que sentem, medo de sofrer, medo de não suprir as expectativas do outro (mesmo eu achando que ninguém deve criar expectativas em ninguém), eu entendo que é difícil retribuir uma entrega sincera, mas não é uma troca. Sendo assim, parece que vão embora antes de tentar e vão embora com motivos desconexos, desconexos porque não são reais. Por isso eu digo que essa geração é a geração do desapego, do medo de gostar de alguém, de amar, se entregar e ser feliz ao lado de outra pessoa, não digo isso no sentido de que você tem que ter alguém pra ser feliz, eu sou sólingular, eu sei ser feliz sozinha. Mas não tenho como negar que sinto que o que tem faltado nas pessoas é a coragem, coragem de ser quem você realmente é e querer proteger uma outra pessoa, sendo que você quer se auto proteger.
Isso é algo que deve se aprender sozinho, eu poderia escrever um livro e tentar explicar de diversas formas, você só irá entender e aceitar se estiver disposto a viver de uma outra forma, e não, não é de um dia para o outro, pelo menos comigo não foi.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Segure a minha mão


Eu dormi segundando a sua mão, nossos dedos estavam entrelaçados. Acordei várias vezes durante a noite, eu acordava e você me abraçava, me puxava pra perto, me puxava de uma forma que eu não poderia fugir - eu não quero fugir - seus braços me cobriram mais uma vez, o cheiro da sua pele me fazia dormir como um calmante, acordei e minha mão continuou presa na sua... não solta, não solto!