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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Sobre a dor

Eu nunca aceitei muito bem a morte, sempre me perguntei porque as pessoas não podem ser eternas, mas tenho me surpreendido comigo mesma. Acho que estou bem para escrever sobre, ou não, já dizia Caê.
Há (quase) três anos atrás eu perdi uma pessoa extremamente importante pra mim, minha avó, uma das melhores pessoas que eu já conheci, ela foi que me ensinou e me mostrou como ter um coração gigante e não reclamar das coisas, de ser alguém do bem, posso não ter aprendido tudo, mas sempre tive muito orgulho disso.
Recentemente, meu avô foi viver a eternidade ao lado dela. Ele também, outra melhor pessoa que eu já conheci, também de coração gigante, coração que não cabia dentro dele, alguém que não negava nada a ninguém, uma pessoa fantástica e cheio de carinho.
Se eu disser que não sinto dor nenhuma, estarei mentindo, mentindo demais. Se eu disser que estou escrevendo isso porque eu estou bem, também estarei mentindo, o que acontece é que eu demoro pra perceber que as pessoas se vão um dia, contra a nossa vontade egoísta do ser humano.
Sobre a dor? A minha dor tem tempo, mas ela passa quando eu lembro do sorriso mais sereno que eu já vi, a minha avó tinha um sorriso amável, meu avô um olhar calmo, de que tudo estava bem e se não estivesse, não se preocupasse que ficaria, independente do tempo.
Eu me sinto honrada de ter tido o prazer de conhecer essas duas pessoas e por ter aprendido tudo o que eles tentaram me ensinar. A saudade vai ficar, a saudade faz parte e tudo aconteceu de uma só vez, minha vida parece que ficou de ponta cabeça, são tantos acontecimentos de uma só vez que eu tenho que aceitar as "novidades" e ficar bem... eu me sinto bem.

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