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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Para alguém que eu amo muito

Eu sinto imensas saudades e resolvi escrever. Não acho que você tenha me deixado, mas sim, que a sua vida está totalmente corrida e cheia de afazeres, tem os seus trabalhos e não deve ter tempo para parar na frente de uma máquina e ler algumas baboseiras que eu falo. Eu gosto da palavra baboseiras, não sei se você sabe, mas eu gosto de palavras, tem palavras que eu acho bonitas e gosto da pronúncia, acho que nunca falamos sobre isso. Gosto de palavras com "s", acho que elas envolvem, misturam-se na nossa língua. Você já pensou em escrever uma música com isso de letras? Eu não me lembro o nome disso agora, não é onomatopeia, mas acho que você entende... é o lance da sonoridade. Bom, eu acho que com a sua voz doce, algo nesse sentido ficaria muito bom, calmo, doce, leve. Você tem esse jeito, essa calmaria, uma leveza e você é doce, é linda.
Eu não poderia descrever qual o tamanho da saudade que eu sinto de você. É algo que enlouquece, parece mentira, mas não é. Você faz parte da minha vida, você tem o meu sentimento bom, você tem um dos melhores dos meus sentimentos, você conseguiu encontrar o que eu tenho de mais bonito para oferecer a alguém, eu tenho a amizade linda que nós encontramos juntas. Você lembra como foi? Foi naquele bar no centro, ou perto do centro de São Paulo, a gente conversava sobre maracatu. Depois a gente passou a conversar muito por aquele site de relacionamento que todo mundo tem hoje em dia e não era tão banalizado. Depois nos encontramos em festas, ou melhor, uma festa, não foi tão legal pra você, eu acho, pra mim também não foi, lembro que eu tinha bebido demais e dormi nua, brigaram comigo por causa disso. Com tudo isso, a amizade só aumentou, só ficamos mais próximas, eu achava bonito e estranho gostar tanto de uma pessoa que eu tinha visto e conversado olhando nos olhos tão poucas vezes, mas eu gostava, eu gostava muito. Eu lembro muito das vezes que você me deixava esperando em algum metrô de São Paulo, eu ficava brava, sempre muito brava e ameaçava ir embora, mas eu não conseguia, porque eu queria te ver, a saudade não é de agora, é o que eu entendo ao escrever isso, e, quando você chegava com aquele sorriso lindo e me pedia desculpas, não tinha mais como pensar em algo que fosse ruim a seu respeito.
Ao escrever tudo isso a saudade de você tem aumentado, está maior do que há dois minutos. Isso é tão estranho, mas eu não ligo mais, eu gosto do que não é normal, você sabe, não é?
Eu espero te ver em breve. Eu tenho muita coisa para contar, não cabe nessas palavras, tenho certeza que você tem muita coisa pra me contar. Acho que podemos assistir filmes de madrugada e conversar sobre todos esses assuntos pendentes e matar toda essa saudade que está dentro de mim, talvez seja egoísta querer matar só a minha saudade e talvez não seja nada modesto falar que você quer matar a sua também (risos).
Lembra quando eu falei que não desistiria de você? Então, eu não desisto.
Espero o seu tempo.
Um beijo enorme e um abraço mais que apertado.

Um comentário:

Hospício Temporário disse...

Ler sobre saudade alheia é tão intenso quanto sentir a própria.
Abraços.