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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Meus dias cariocas - parte II - segundo dia

Domingo, acordei por volta das 9h. Era dia de prova. Tomei café e voltei para o quarto do hotel, eu tinha que sair por volta das 12h, eu não sabia onde eu faria a prova, tinha o endereço e como chegar, mas eu precisava chegar antes pra saber, melhor adiantada, do que atrasada. A prova do meu amigo foi pela manhã, ao lado do hotel, praticamente, ele foi andando.
Cheguei ao local da prova com 1h30min de antecedência, ficamos numa lanchonete. Tirando que a faculdade onde eu faria a prova era dentro de um shopping que antigamente era uma fábrica de tecidos. Era enorme e só pra variar, a gente se perdeu dentro do shopping. Achado a faculdade, sentamos numa lanchonete e esperei a porta abrir.
Eu estava calma, muito calma e isso era estranho, estranho porque eu nunca fico calma em nenhuma prova, nenhuma mesmo, mas nessa eu estava e isso me ajudou muito, eu terminei a prova em duas horas (contando em passar para o gabarito e tudo mais). E não me perguntei como que eu fui na prova (eu odeio essa pergunta, eu só vou saber como eu fui quando sair o resultado rs, eu posso muito bem achar que eu fui bem e quando eu ver o resultado ver que eu fui péssima e vice-versa), é uma pergunta que não se dá pra evitar, mas é mais ou menos isso, eu não sei dizer se eu fui bem ou não.
Fui andar pelo shopping depois da prova, estava muito cheio, cheio porque naquela região (Del Castilho) não tem nada pra fazer, a única coisa que tem é o shopping mesmo (isso eu sei porque conversei com uma moça de uma loja e ela me falou isso).
Voltamos pra Lapa, fomos jantar num bar, no qual a comida era muito, mas muito boa (risos), algo que eu gostei muito, foi a culinária, a comida do Rio não é muito temperada, mas não é sem tempero, não é nada que enche e você se sente cheio, é, simplesmente, algo que você fica satisfeito.
Um domingo a noite, fomos para a Rua Riachuelo (que antes de conhecer me disseram: A Rua Riachuelo é uma mistura de Rua Augusta com a Vila Madalena em São Paulo), a Rua Augusta não me interessa, mas a Vila, eu adoro! E queria conhecer por isso, queria um samba do Rio, mas nada aberto num domingo. Fomos andando e subindo para a Men de Sá, encontramos um bar chamado: Bar das Quengas, tivemos que parar e tomar uma cerveja. O bar era muito legal, tinha umas lingeries penduradas no teto e nenhuma quenga (risos), os donos eram nordestinos (reconheci pelo sotaque). Continuamos a subir e, quase com a Rua da Lapa, encontramos um bar chamado Bar Cacimba, foi lá que paramos, fizemos amizade com o gerente do bar e conversa vai, conversa vem, cerveja vai, cerveja vem... "Me desce uma cachaça", tomamos uma cachaça de MG, muuuuito boa, lua cheia, depois lua nova, depois o gerente que virou amigo nos deu uma outra de MG para provar (que eu não lembro o nome). Delícia. Depois outra e outra. Travada, falava mais do que o homem da cobra. Eu tava uma beleza, o amigo também, por mais que ele dissesse que não ficava bêbado.
Na hora de ir embora, um pedinte chegou perto da mesa que estávamos e falou:
- Sra., tem dez reais pra me ajudar?
Eu comecei a rir e meio bêbada, respondi:
- Porra, dez reais, velho??? - Ele sorriu - Eu tenho dois reais, aí você vê se consegue os outros oito reais que faltam.
- Vou dar um presente pra sra, a sra. foi muito simpática.
Tirou um cordão do pescoço e me deu. Falei que eu era de São Paulo e voltaria para morar na Lapa e ele falou que era pra eu morar no Recreio (risos), tudo bem, tudo bem.
Voltamos pro hotel... Tomei banho e capotei.

continua...

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