Não quero mais pôr poemas no papel.
nem dar a conhecer minha ternura.
Faço ar de dura,
muito sóbria e dura,
não pergunto
"da sombra daquele beijo
que falei?"
É inútil
fica à escutar
ou manobrar a lupa
da admiração.
Dito isto
o livro de cabeceira cai ao chão.
Tua mão que desliza
distraidamente
sobre a minha mão
Ana C.


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