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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Amnésia Alcoólica


Acordei com dor de cabeça e uma desconhecida ao meu lado. Reparei na moça, até que não era mal, estava ela deitada de barriga para baixo, o lençol cobrindo apenas as pernas, um corpo bonito, cabelos vermelhos, curtos, uma tatuagem de flores nas costa nas costas com um escrito abaixo “Surpreender!”, é nem tudo poderia ser perfeito. Levantei-me, coloquei uma camiseta que encontrei jogada pelo chão, fui até o banheiro e me olhei no espelho, eu estava totalmente acabada, restos de maquiagem nos olhos, molhei o rosto, escovei os meus dentes, tentando me lembrar do nome da fulana que estava na minha cama e passou a noite comigo. Acho que era alguma coisa com A: Amanda, Ana, Alice. Mais uma vez lavei o rosto, tentando tirar o restante de maquiagem da noite anterior. Voltei para o quarto a menina estava acordada sentada na cama com o lençol ainda, apenas, sobre as pernas.
- Oi. – Disse ela meio sem graça.
- Oi. – Respondi.
Na posição em que ela estava ela ficou, enquanto isso, fui a procura de minhas roupas pelo chão, meu quarto cheirava a sexo. Será que tínhamos transado tanto daquele jeito? - pensei.
Eu odiava a minha amnésia alcoólica, além de não lembrar o que eu tinha feito, não lembrava quem eu trazia para a minha casa, eu estava ficando perturbada e chegando a hora de parar de beber. Sentei-me na cama de costas para a Aline, Alessandra, Andréa. Senti uma mão em minhas costas e um beijo em minha nuca, me arrepiei com a pegada da fulana, confesso, mas eu não queria nada naquele momento, me virei e levantei ao mesmo tempo, dizendo:
- É... Amanda? Eu to com um pouco de dor de cabeça, e... sei lá, você... hum, tenho que arrumar toda essa bagunça, enfim.
Pelos olhos dela, ela parecia ter ficado brava, pegou as suas roupas, e as vestiu numa velocidade que nunca vi. Foi saindo do quarto, nem quis usar o banheiro, saiu feito uma bala. No momento em que fui passando pela minha sala e via a bagunça que estava a minha cabeça doía mais ainda.
Ela chegou até a porta, abriu e antes de sair me disse:
- A nossa noite foi muito boa, Renata, pelo menos pra mim. Ah, e o meu nome? É Alana!
Bateu a porta.
Falei baixinho para mim mesma e com a mão na cabeça:
- E o meu é Paula.

8 comentários:

Fogo disse...

Muito booooooooooooooooom!
Um dos melhores que já li!
E, eu acho que não disse também, mas adoooro o jeito com escreve ;)
e não só isso...
te amo, bo!

Nick disse...

Cara.....que bebedeira...só rindo...muito bom....amei !!!!!

Marcia Paula disse...

Muito bom.Bem tramado,ritmado.Adorei.Beijos.

FRX disse...

tu escreve coisa tão bonitas e loucas ao mesmo tempo =D

Débora disse...

Vc está cada vez melhor fina borboleta! Parabéns!!! =D
Te adooooooro!!!

Beijão!!! ^^

Alice disse...

Adorei o final, pura ironia.

Flôr de Azeviche disse...

AH FICO TÃO FELIZ QUE VOCÊS TENHAM GOSTADO...
ADOREI MESMO!!!
BEIJOS E VOLTEM SEMPREE!!!

Mallika - bolacharecheada.wordpress.com disse...

Ah, vá, tenho certeza que a Allana sabia o nome certo...