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domingo, 28 de setembro de 2008

Flor de Azeviche

Dura como uma pedra, mas sensível como uma flor, assim, nasce a Flor de Azeviche...

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Fernanda Linda Takai

Seja o meu céu

Seja o meu céu
Seja o seu céu
O céu azul do meu destino
O céu de Ícaro e de Galileu
O céu de coro nordestino
Onde eu e Buñuel
Procuro o fogo de Prometeu
No caminho de Santiago
Eu, Clarisse e Manuel
Três Marias, Sete Estrelas
Constelações dos meus cabelos
No céu, no céu, no céu
Com o meu baião estarei
Desenhando um outro céu
Com o meu baião estarei
Desenhando um outro céu
Onde brilhem os olhos seus
Onde brilhem os olhos seus


"Na quarta-feira [24/09] eu fui ao show dessa linda mulher, Fernanda Takai. Foi um show perfeito, já é o terceiro show que eu tenho a honra de assistir, espero que eu assista mais e mais, pois ela tem um talento que é só dela rs. Essa música eu acho lindinhaaa, dedico a você =) que vem me visitar "

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

. . .

Estou caida no meio da sala
Minha alma mudou de cor
Agora estou leve como uma pena


Flor de Azeviche

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Flores do mais - Ana Cristina Cesar

devagar escreva
uma primeira letra
escrava
nas imediações construídas
pelos furacões;
devagar meça
a primeira pássara
bisonha que
riscar
o pano de boca
aberto
sobre os vendavais;
devagar imponha
o pulso
que melhor
souber sangrar
sobre a faca
das marés;
devagar imprima
o primeiro
olhar
sobre o galope molhado
dos animais; devagar
peça mais
e mais e
mais

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Sofia

Pula lá e pula cá
Derruba isso e aquilo
Fazendo graça,
chamando a atenção
dos mais distraidos
Pode ser que não,
mas eu vejo o sorriso
que ela consegue tirar
dos que menos espera

[21/agosto/08]

Flor de Azeviche

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Barulho. Hoje não!


Com o barulho do meu aspirador, prestar a atenção e me concentrar em algo fica muito difícil.
Ele parou!
Agora... ele volta. Que coisa é essa?
Eu tentando me concentrar e ele volta aos meus ouvidos. Fazer o que se ele tem que ficar ligado esse tempo que estou aqui.
Mais uma vez, ele parou.
Vamos ver se agora eu consigo.
Ele volta. Eu desisto.

[15/setembro/2008]

Flor de Azeviche

domingo, 14 de setembro de 2008

Vai acabando o domingo.
Uma noite fria
E eu aqui, sozinha.
Transfigurando-me e escondendo-me dentro desse mundo.
[ou ele se escondendo de mim, essa dúvida está cruel]
Assim continuo a caminhada.

[14/setembro/2008 - 23:47]

Flor de Azeviche

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Pêssego - Manoel de Barros


Proust
Só de ouvir a voz de Albertine entrava em
orgasmo. Se diz que:
O olhar de voyeur tem condições de phalo
(possui o que vê).
Mas é pelo tato
Que a fonte do amor se abre.
Apalpar desabrocha o talo.
O tato é mais que o ver
É mais que o ouvir
É mais que o cheirar.
É pelo beijo que o amor se edifica.
É no calor da boca
Que o alarme da carne grita.
E se abre docemente
Como um pêssego de Deus
"Eu, simplesmente, adoro ele, apesar de conhecer tão pouco."

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Desapego

Não quero mais nada.
E tudo o que eu gostava eu deixei ir embora.
E tudo o que me fazia bem [ou eu achava que fazia],
Hoje já não é o mesmo
Nada é mais tão importante.
Nem os livros, as flores, os CD’s, nada.
Desapeguei de tudo,
Será que ainda volta?

[11/setembro/2008]

Flor de Azeviche

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

E do meio do mundo prostituto só amores guardei ao meu charuto - Rubem Fonseca

Acabo de ler um livro ótimo, “E no meio do mundo prostituto só amores guardei ao meu charuto” do Rubem Fonseca, é um romance muito interessante, um suspense, mas não aqueles que você fica bravo porque nada é desvendado, mas, claro, só se descobre o as coisas no final rs.
Bom não irei contar mais nada, pois se alguém quiser ler, vale a pena. Muito bom, uma linguagem rápida e direta.


E do meio do mundo prostituto
Só amores guardei ao meu charuto!
E que viva o fumar que preludia
As visões da cabeça perfumada!
E que viva o charuto regalia!
Viva a trêmula nuvem azulada,
Onde s’embala a virgem vaporosa!
Viva a fumaça lânguida e cheirosa!
Cante o bardo febril e macilento
Hinos de sangue ao proviléu corrupto,
Embriague-se na dor do pensamento,
Cubra a fonte do pó e traje de luto:
Que eu minha harpa votei ao esquecimento
Só peço inspirações ao meu charuto!

Poema de Álvares de Azevedo, pronunciado no livro.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Eu não tenho tempo - Zeca Baleiro


Eu não tenho tempo / Eu não sei voar / Dias passam como nuvens / Em brancas nuvens / Eu não vou passar

Eu não tenho medo / Eu não tenho tempo / Eu não sei voar

Eu tenho um sapato / Eu tenho um sapato branco / Eu tenho um cavalo / Eu tenho um cavalo branco / E um riso, um riso amarelo

Eu não tenho medo / Eu não tenho tempo / De me ouvir cantar / Eu não tenho medo / Eu não tenho tempo / De me ver chorar

Eu não tenho medo / Eu não tenho tempo / Eu não sei voar

"É, tudo isso aí..."