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terça-feira, 29 de maio de 2018

O salão e o violão

Eu moro num bairro onde não falo muito com as pessoas, na verdade, eu moro neste bairro há quatro anos e falo com um vizinho, o da casa da frente, apenas!
O vizinho da casa do lado, nunca trocamos um "bom dia" que seja, o por que disso, eu não sei, mas sempre foi assim. Ele tem um salão de cabeleireiro e, sempre que estou em casa pela manhã, isso inclui finais de semana e feriados, o meu vizinho M. quando não tem clientes, ele pega o violão, vai para a frente do salão e começa a tocar e cantar alguma música de Alceu Valença, Zé Ramalho ou Raul Seixas, nunca ouvi cantar ou tocar outra coisa, quando algum cliente chega, ele para, guarda o violão e o atende, quando o cliente vai embora, ele varre o salão e volta para o violão.
As vezes eu fico da minha laje, fumando um cigarro e fingindo que não to vendo, mas na verdade, estou ali para vê-lo mesmo, eu acho gostoso vê-lo ele tocar como se nada mais tivesse acontecendo, parece que para mim, também mais nada está acontecendo.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

talvez eu volte!
eu sinto falta disso aqui.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Hoje eu acordei e não quis me levantar, não quis sair da cama, não consigo mais chorar também, não consigo me livrar de tudo isso, to com a cabeça desgraçada, o que você fez comigo??? Sinto uma forte dor de cabeça, tenho que me levantar pra fechar e janela e pegar um remédio, mas desisto, fico na cama, sinto mais dores, agora nas costas e no pescoço. Sinto uma forte dor no peito que não vai ser curada com remédios, solidão não cura com aspirina, já dizia Zeca Baleiro. Eu fiz orações, afirmações positivas, pedi ao universo, acendi velas, eu não desisti de você, mas desisti de mim.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

A primeira vez que eu te vi, eu te quis, eu te quis e te deixei, deixei porque eu tive medo de você não vir. A segunda vez que eu te vi eu te quis mais do que a primeira, eu quis e deixei você ir porque tive medo de você não querer ficar. A terceira vez que eu te vi eu tive certeza de que eu te queria, eu quis além do que eu podia, além do que você podia, além do que podíamos, eu quis, eu quero, mas eu deixo, porque eu ainda tenho medo de todas as feridas que eu tenho aberta dentro do meu peito, tenho medo de todas as lembranças ruins que me afogam em lágrimas na maioria das noites de insônia. Eu fingi e finjo não querer você e me mostrar forte com os pensamentos mais errados que eu tenho, eu choro em silêncio, eu grito pra mim mesma, eu fumo mais do que eu posso, eu bebo mais do que o que o meu fígado aguenta, eu sinto muito por não ser o que você espera, eu sinto a intensidade dentro de mim e essa intensidade me corta, me dilacera porque eu tenho vontade de bater na porta da sua casa, com uma garrafa de vinho, abrir, beber e beber tudo o que tem em você pra me dar, mesmo que não seja para mim, eu queria que fosse, eu queria acreditar em tudo o que eu vejo, em poucas formas de reciprocidade que existe, eu sinto essa necessidade, eu to aqui, me mostrando forte e plena, mas no fundo, no fundo mesmo, eu to destruída, me quebrei mais um pedaço, me quebrei no que eu achei que fosse dar certo. E por essas e outras... Eu deixo você ir.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

doismiledezoito vai ser o ano

Quando doismiledezessete se iniciou, eu pensei: esse ano vai ser o meu ano! Em março eu vou embora e vou viver uma vida nova, uma loucura, uma nova cultura, um novo idioma, uma coisa nova. Todos os anos eu penso que será um ótimo ano, sempre procuro pensar isso para que esse otimismo venha comigo para que eu consiga seguir até dezembro e desejar que o próximo ano, seja O ano.
Eu não fui embora como eu havia planejado (bem errado), mas ganhei uma bolsa numa faculdade publica, conheci pessoas que mudaram a minha vida, perdi pessoas que foram importantes para o meu crescimento, perdi amores, chorei, sorri, peguei uma DP, fiz dívidas e paguei (com um certo sufoco, consegui), dormi sozinha quando queria estar com alguém, dormi com alguém quando quis estar sozinha, chorei no travesseiro até pegar no sono, chorei no chuveiro, chorei para os meus amigos, bebi e liguei pra algum ex, dei risada, dei gargalhadas, viajei, trabalhei, consegui colocar em prática aquilo que eu mais amo fazer, e, além de tudo isso, eu fui feliz! Não fiz mal a ninguém, fui sincera comigo e com os meus sentimentos, fui sincera com todas as pessoas que chegaram perto de mim, aguentei firme nas horas em que pensei que eu não conseguiria e estou aqui.
Sinto muita falta de quando eu conseguia expressar a maioria das minhas emoções com as minhas palavras, mesmo que ninguém lesse, eu passei o ano inteiro tentando escrever sem conseguir, mas hoje estou aqui, torcendo para que o próximo ano eu consiga fazer o que eu fui travada nesse ano que se encerra.
Aprendi a lidar com as minhas energias, com o universo, sinto que amadureci uns três anos, pouco, mas sinto que sou uma pessoa diferente, mais centrada e (con)centrada, digo que com tudo o que passei, eu sou feliz!
Hoje eu tenho novos planos, um plano a longo prazo que vai ser realizado em dois anos, eu não me importo de esperar, eu não me importo de realizá-lo com três décadas da minha vida, eu sinto que será bom, eu quero que seja e, mais uma vez, eu sou otimista para que eu consiga chegar até lá.
Que doismiledezoito me surpreenda, que te surpreenda e que seja realmente melhor que doismiledezessete.
Assim seja, assim será!